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Cláudio Nascimento

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​ “Acredito que algo só é ​INOVADOR ​se, necessariamente, melhorar a vida das PESSOAS ​e que temos que ​PENSAR ​o empreendedorismo de forma CIENTÍFICA ​e a ciência de forma ​EMPREENDEDORA​” 

“Acredito que algo só é ​INOVADOR ​se, necessariamente, melhorar a vida das PESSOAS ​e que temos que ​PENSAR ​o empreendedorismo de forma CIENTÍFICA ​e a ciência de forma ​EMPREENDEDORA​” 

Nasci em Recife, em dezembro de 1973. Mas, dois dias depois me tornava “original Olinda stylE”, quando fui levado para casa localizada na periferia de da querida cidade de Olinda, no bairro de Caixa D`Água. Por lá fiquei até os 23 anos. Tive anos difíceis de muito aprendizado que me forjaram e me ensinaram a existir diante de todo o cenário de improvável sobrevivência. Filho criado sem pai, mãe trabalhando em casa de família, sendo educado pela avó viúva, tia separada com seus dois filhos, outra tia mais nova e solteira e um tio que minha avó resolveu adotar (como é de costume nas periferias, um pobre cuida do outro). Toda uma comunidade familiar em uma casa de dois cômodos. A vida não era fácil e precisávamos pensar na nossa subsistência. Assim sendo, mesmo muito jovem ainda, aos 12 anos, comecei a desenvolver um espírito empreendedor (sem nem saber). Passei a comercializar as frutas do nosso quintal - fruta-pão, abacate, jenipapo e goiaba da branca e da vermelha, para ajudar nas despesas da casa. Algumas vezes com esse “apurado” passava direto para a venda de seu João, na esquina da beira do rio, para comprar alguns víveres para “inteirar” o nosso almoço. Aos 13 anos fui trabalhar numa sapataria no centro do Recife. De tanto pedir a minha tia, que trabalhava numa lanchonete, também no centro da cidade, ela conseguiu o emprego e por lá fiquei por dois anos. Depois de minha saída da sapataria fui trabalhar vendendo água sanitária porta-a-porta no meu bairro. Também vendia “pastel de vento” que recebia esse nome por causa do recheio inexistente, (ou seja: contendo nada, nadinha – vento) na feira de Beberibe. Aos 16 anos tive a sorte de ir trabalhar em uma agência de viagem como contínuo (que tem o nome de serviços gerais, hoje em dia). 

Foi o começo de toda minha trajetória profissional. Certo dia, fazendo a faxina, vi uma máquina cheia de pontinhos verdes e uma imagem de um avião dentro da tela (Terminal Cobra TI200). Foi mágico. Mesmo encantado, não tive coragem de perguntar o que era. Mas passei a fazer minhas faxinas sempre com os olhos compenetrados naquela máquina. Ao longo do tempo fui vendo a Lenisse, que operava a máquina com uma rapidez incrível. E ali a imagem interna de um avião com os seus assentos disponíveis (sistema Amadeus). Então montei uma estratégia para poder operar “aquele troço”. Nesse período, passei a observar as pessoas, suas falas, comportamento, profissionalismo...  Faltavam-me referências. E por aí  e comecei o meu mapeamento pessoal. Descobri que minha vizinha que eu chamava de GRauce era Glauce, que Veve era Vive, que Adevogado era Advogado, etc... Depois de muita pesquisa de campo e com um novo vocabulário, tomei coragem de pedir a Lenisse para me ensinar a mexer naquela máquina, usando a tecnologia, a mais inovadora do mundo até os tempos de hoje, que é a interação humana. Toquei no ombro dela e mandei direto - “Lenisse me ensina a usar isso!!”. Ela olhou nos meus olhos, um pouco incrédula, e soltou um:  “pode ser Claudio. Mas aos Sábados.  Quando você terminar sua faxina, sento com você 30 minutos para ir te ensinado.” Esse foi um dos melhores dia da minha vida. 

Depois disso passei a ser office-boy da agência, aprendi a datilografar, fiz curso de emissor na VASP (Viação Aérea São Paulo) e comecei a emitir passagens. 

Minha carteira foi assinada como emissor de passagens aéreas aos 17 anos de idade e fiquei na agência até me alistar no exército (e fui convocado). No período dos 18 aos 22 anos, ou seja, 4 anos (1992 a 1996), fique lotado no 4 BPEx em Olinda, trabalhando na relações públicas do Batalhão, porque já tinha experiência com datilografia. 

Ao sair da 4BPEx passei por várias experiências - vigilante, vendedor e etc.... Meu primeiro filho, nasceu em 1997, a responsabilidade aumentou como também o trabalho. Em 98 entrei na Caixa Econômica Federal como terceirizado e lá minha primeira função foi de digitador (olha a ajuda da Lenisse) na compensação bancária. Depois fui transferido para Gerência de Suprimento NE (GISUP) e lá trabalhei na Comissão de Licitação, onde implementamos o Projeto Brasil 500 anos e o Projeto das USLs – Unidade Simplificado de Loterias. Em seguida um empresário que eu sempre atendia ganhou um novo contrato na CEF e me convidou para ser gerente desse contrato. Depois de alguns anos por lá, recebi um novo convite para trabalhar na Gerência de Tecnologia (GISUT), de outra terceirizado. Foi muito engraçado quando eu falei para o Gerente da Unidade que não tinha conhecimento na área e ele me respondeu - “Cláudio, sou psicólogo e responsável pela GISUT, leia sempre a revista INFO para se atualizar das novidades”. Daí foi quando decide abandonar meu curso de Administração (5 período) para fazer Redes e Cabeamento Estruturado que estava em alta na época. Em 2006, fui empreender porque sabia que era o momento de virada de chave. Bati um pouco a cabeça para montar empresas (hoje Startups): a DATALINK, em 2007, e em 2008, a DGITAL SEEDS, onde recebemos um grande aporte financeiro de um grupo norueguês. Montamos a empresa DIGITAL SEEDS em Olinda, onde conheci o Kleber, e lá permanecemos por 5 anos. Mas de tanto cobrar a prefeitura de Olinda ações voltadas para as empresas de base tecnológica do município, fui convidado a assumir a Diretoria de Tecnologia de Olinda onde estou até a presente data. Hoje, com quase uma década trabalhando com políticas públicas para o desenvolvimento social, especialmente através de Tecnologias Cívicas (humanas), sou Conselheiro do Porto Digital em Recife, um dos fundadores da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas e do Movimento Brasil + Empreendedor, Co-Fundador da Lab Griô Consultoria, Community Leader da ANBIOTEC - Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia, Representante no Brasil da OASC – Open & Agile Smart Cities, Embaixador da Campus Party. Com a experiência de Gestor Público, venho articulando ações públicas e privadas em prol do desenvolvimento econômico e social em Olinda, Recife e na Amazônia com foco nos ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. 

Moral da história: ​um Preto, periférico, autodidata, que se ligou no caminho e que desde cedo desenvolveu vendas, se encantou com a informática e nos tempos de quartel aprendeu a ter disciplina. Começou a desempenhar o papel de gestor público, conselheiro do Porto Digital, ser “o entendido” no Brasil de Cidades Inteligentes e Humanos, nos tempos onde ninguém sabia o que eram os ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Hoje é embaixador da Campus Party, Co fundador do Lab Griô, e continua espalhando a palavra que o importante é SENTIR - ​ouvimos lugares e pessoas, ​CRIAR - ​desafiando 

os limites da imaginação, e ​PARTILHAR - ​revelando novas experiências no mundo, mas sempre cuidando das pessoas. 

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