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Antônio Carlos Pavão

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Pavão ouviu de seu orientador na USP que para ser um grande cientista só havia duas alternativas: ”ou você nasce em Pernambuco, ou se casa com uma pernambucana”.

Nascido em Quintana, no centro oeste de São Paulo, só restava a ele uma alternativa, na verdade seu maior prêmio. E de quebra, Recife era o polo mais qualificado no país para pesquisas em Química Teórica, sua área de formação, além de reduto estratégico da luta revolucionária. Foi em 1979 que o recém doutor em química quântica computacional e agora Cidadão de Pernambuco, prontamente aceitou o convite para ser professor visitante na UFPE, onde hoje é Titular. Na universidade teve o prazer de ensinar para milhares de alunos, orientar dezenas de trabalhos de iniciação científica, mestrado e doutorado e publicar mais de 70 trabalhos em revistas especializadas, a maioria com química quântica computacional, em áreas tão diversas como teoria da ressonância, supercondutividade, magnetismo, carcinogênese química, química de quarks, plasmas e outros temas. No trabalho mais recente, Intercalation of small molecules in alkali metal fullerides superconductors, publicado no Theoretical Chemistry Accounts 2020, sugere que a hidratação de metais alcalinos pode levar à produção de fuleretos supercondutores com altas temperaturas críticas. Presenciou e participou de momentos históricos de instituições e movimentos, incluindo a fundação da SBQ - Sociedade Brasileira de Química (compôs o primeiro Conselho, é o sócio número 9), ADUFEPE – Associação dos Docentes da UFPE (membro do primeiro Conselho Diretor), ABCMC – Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (duas vezes presidente), dentre outras. Por mais de uma vez integrou o Comitê Assessor de Divulgação Científica do CNPq, o Conselho Técnico-Científico do Ensino Básico da CAPES e a Comissão Técnica do PNLD – Programa Nacional do Livro Didático. Coordenou o curso de Graduação em Química, atuou como chefe do DQF e desde 1995 é Diretor do Espaço Ciência, o Museu de Ciência de Pernambuco, onde desenvolve uma intensa atividade em educação e divulgação científica. Até hoje o Espaço Ciência já atendeu mais de 2 milhões de estudantes, professores e público em geral. Além do atendimento em sua aprazível sede entre Recife e Olinda e no Observatório Astronômico da Sé, o Espaço Ciência também atende com o Ciência Móvel, levando centenas de experimentos e atividades para mobilizar cidades do interior do estado em torno de programas de educação e divulgação científica. Pernambuco é sede de uma das maiores, mais qualificadas e longevas feiras de ciência do Brasil, a Ciência Jovem, organizada há 25 anos pelo Espaço Ciência. Trabalhada na perspectiva de uma revolução pedagógica, a Ciência Jovem tem servido de inspiração para o desenvolvimento de projetos integrados ao currículo escolar, desenvolvidos ao longo do ano, gerando uma rica produção científica nas escolas. Desde 2011 o Espaço Ciência coordena a SNCT_PE - Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Pernambuco em Pernambuco, período onde foram realizadas 45.848 atividades de divulgação científica, um número recorde no país. Mesmo com essa história, Pavão, como cientista, continua ativo no seu trabalho, como que questionando o vaticínio de seu orientador. É que para ele, Ciência é dúvida.

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